José Carlos Rodrigues: 1- Fale um pouco do senhor, o que faz atualmente. - Nos dois últimos anos mais precisamente até trinta dias atrás, estava na Prefeitura Municipal de Ibiraçu como Presidente da Comissão de Licitação e Pregoeiro Oficial daquele municipio, quando retornei a Vitória e atualmente estou novamente trabalhando com o meu amigo Enivaldo dos Anjos. 2- Há quanto tempo o senhor está longe de Barra de São Francisco? - Eu mudei para Vitória no dia 14 de abril de 1991 quando vim assumir um cargo no governo Albuino Azeredo. 3- O que fazia em Barra de São Francisco, onde estudou e trabalhou? - Meu primeiro emprego foi com o Senhor Adão Simões da Silva que na época era representante do antigo Funrural naquele município, e era uma época muito boa quando a gente fazia as aposentadorias dos trabalhadores rurais. Comecei meus estudos no João Bastos, fiz o cientifico em Manterna e estudei na Fafic em Colatina fazendo o curso de Geografia, nos idos de 1976, quando tive a oportunidade de por dois anos presidir o Diretorio Acadêmiro Professor Silvio Silva Vitali. 4- Foi difícil se adaptar em outro município? - Para quem tem as origens no interior como eu, é sempre dificil se adaptar, mas com dificuldades venci e hoje não tenho mais problemas. 5- Como é a sensação de estar vivendo longe do município onde nasceu e viveu a maior parte da sua vida? - Procuro matar a saudade telefonando e falando com minha mãe e meus irmãos que ainda hoje residem na cidade, e sempre que posso faço uma visita nos finais de semana. 6- Se existe, qual o tempo minimo para deixar de sentir aquela dor de estar longe da terra natal? - Não existe tempo, ela é constante e se pudesse iria todos os dias na minha terra. 7- Existe alguma forma de amenizar o sentimento de perda ao sair da cidade natal? - Lembrando a todo instante das pessoas e das coisas boas que a nossa terra nos proporciona. 8- Faça, se possivel, uma análise sintética de sua vida desde que deixou o municipio até o momento. - Sai no momento em que surgiu uma oportunidade de trabalho em que não poderia deixar de aceitar. Enfrentei as dificuldades iniciais de vir morar na cidade grande, mas procurei abraças todas as chances que me foram oferecidas, e que com certeza transformou a minha vida. 9- Pretende voltar a viver em Barra de São Francisco algum dia? - Nunca descartei esta hipotese, quem sabe quando acontecer a minha aposentadoria, pois o meu municipio é um pedaço do paraiso aqui na terra. 10- Caso queira, o espaço é seu para expor algo que por ventura tenhamos deixado de perguntar e que gostaria de dizer. - Quero falar da minha alegria e felicidade de ter nascido em um berço pobre mas cheio de muito amor e respeito ao próximo, tudo isto proporcionado pela forma carinhosa e amparada no seio religioso, com que dona OLIVINA nos criou e nos ensinou como agir nos momentos nebulosos das nossas vidas. |